Como deve ser essa gestão familiar sem anular o indivíduo e o mesmo possa conseguir a humanidade, mas sem perder a percepção de fraternidade, aquela que o outro vê como igual, sendo da mesma família. (CORTELLA, 2014)

Dessa forma é muito importante conhecer os indivíduos a fazer o melhor com eles e aprender a fazer o melhor. Mas para se fazer melhor são necessárias ações políticas, ações qualificadas que irão trazer a percepção de uma sociedade em que se tem o sólido como aquilo que não admite rachaduras, fragmentos.

Ao observar alguns comportamentos da geração Z é possível evidenciar alguns fatos e compara-los:

  • Além do comportamento dos jovens, a falta de limites estipulados pelos pais também contribui para as características da geração Z.
  • São conectados com o mundo virtual e seus relacionamentos são pela internet.
  • Não dormem sem desconectar.
  • Buscam popularidade e se medem pelo número de likes.
  • Abusam da sensualidade e nível de exibição.
  • Em festas afirmam abusos com bebidas e drogas.
  • Os limites morais são confusos.

Será que todos da geração Z são iguais ao exemplo mostrados acima?

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Não exatamente, isso foi tratado dentro de uma esfera de pesquisa que buscam identificar características dos indivíduos da geração Z e seus comportamentos.

Mas e o fator família onde entra?

No cenário do século XXI algumas famílias vêm se omitindo em relação a essa questão – existe uma exagerada terceirização da formação a ser realizada na família.

Cortella (2014, p. 99) afirma que:

“Pais e mães ou outros responsáveis em função da maior requisição de tempo que o trabalho obriga, vêm-se desobrigando (por cansaço ou desatenção) da formação cívica, sexual, religiosa, ética, ecológica e deixando mais para a Escola o encargo das novas gerações. Somente com uma consistente e transparente parceria entre família e escola pode dar conta disso. É preciso que ambas as dimensões haja humildade pedagógica para se saber que nem sempre, sozinho, se sabe o que fazer, tendo em vista a velocidade das mudanças e o distanciamento que algumas tecnologias acarretaram.”

É possível afirmar que existe uma fragilidade nos adultos nos que diz respeito seus valores, e como consequência, responsabilizar mais as crianças e jovens por aquilo que é um desafio de qualquer geração. (CORTELLA, 2014)

As contradições fazem parte de todas as gerações. Não se pode ter uma visão maléfica em relação às novas gerações somente porque essas vêm com uma série de possibilidades.

O contraponto e o admirável nesse ponto de estudo é buscar o entendimento e o propósito de se qualificar cada geração em seu tempo.

 

RELACIONAMENTO COM GERAÇÃO Z

As organizações precisam de pessoas que sejam relacionais. Os relacionamentos são a cola que mantem os membros da equipe unidos – quanto mais sólidos forem os relacionamentos, mais interação irá ocorrer nas equipes. (MAXWELL, 2004)

É importante salientar que alguns ingredientes devem fazer parte desse processo no que diz respeito a relacionar-se: Respeito, Confiança, Reciprocidade e Contentamento.

  • Respeito: quando o assunto tem a ver com relacionamento, tudo começa com respeito, o desejo de ar valor a outras pessoas.
  • Confiança: ao respeitar pessoas e passar tempo com elas começa a haver trocas de experiências compartilhadas e a desenvolver confiança.
  • Reciprocidade: tem a ver com a relação de dar e receber, vice-versa, assim existe a interação do benefício.
  • Contentamento: dentro do desenvolvimento dos relacionamentos a solidez faz com que as pessoas comecem a gostar uma das outras, o fator de estar juntas pode fazer com que as pessoas se sintam contentas por partilhar desejos e emoções dentro do mesmo ambiente onde estão.

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As relações pessoais estão relacionadas com a capacidade de influir, e isto pode acontecer de várias maneiras. Pode ser através de amizades, pelo trato agradável, com boas relações interpessoais, pelo fator de compreensão, pelos movimentos estratégicos corretos.

Pode-se observar que a geração Z possuem afinidade entre si e compartilham valores e interesses, isso pode ser observado no convívio em escolas, clubes, empresas – esses buscam satisfazer necessidades psicossociais. A cultura grupal é resultante da interação entre os membros e reúne a elaboração de normas coletivas, tácitas e explicitas.

O relacionamento interpessoal está ligado a comunicação entre pessoas e ao convívio social humano e regras que fazem uma relação harmônica. Assim o que se deve compreender é que os relacionamentos acontecem por vários motivos e cabe aos indivíduos avaliar o seu propósito, para que não tenha ambivalência de interpretações.

Para evitar distorções na comunicação e no relacionamento faz-se necessário algumas regras:

  • Plano de conversação;
  • Plano de público;
  • Objetividade;
  • Opinião;
  • Coerência;
  • Compreensão;

 

As relações interpessoais são a alma do relacionamento e devem ser sempre privilegiadas em todos os níveis – dessa forma pessoas e indivíduos progridem, cooperam, apreendem, crescem na participação e nas condições, transforma em uma via de mão dupla os sentidos e sentimentos e as trocas favorecem a clareza e objetividade em um mundo que precisa de comunicação e resultados. (BRUNETTA, 2009)

Dentro de uma sociedade hodierna muito se fala em inclusão social, solidariedade, voluntariado, flexibilidade, ética, cidadania entre tantos outros termos que são dirigidos aos setores dentro da sociedade.

Esses termos vêm de encontro a elucidar a coletividade social e visa atender as necessidades humanas hodiernas dentro deste cenário.

Frente ao cenário desafiador as organizações começam a mover a intelectualidade a observar as mudanças e arranjos paliativos no intuito de melhorar os relacionamentos internos entre as gerações X, Y e Z. É imaturo não pensar nos delírios da razão dentro de temas tão inovadores e possivelmente controversos.

Refletir nos pontos principais nos leva a ter pontos de vista diferenciados, nos deixa mais capazes de absolver as diferenças comuns entre os indivíduos e a criar meios de vida, comunicação, relacionamentos baseados em trocas e experiências que irão agregar valor ao ser social coletivo.

Investigar métodos e desvendar a sociedade nos remete a formas de cooperação do ser humano para produzir seus meios de vida, revolucionar condições e libertar a consciência para a evolução dos processos.

Saiba mais sobre a Geração Z e suas características.

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