Quantas vezes nos vemos em situações em que um sentimento de MEDO se apodera de nossos pensamentos e nos leva a fugir?

Em algumas oportunidades ficamos até impressionados e admirados como outros conseguiram superar aquela situação semelhante que nos gerou tanto desconforto.

Você já se viu numa situação em que teve de se expressar em público; um trabalho escolar, conduzir uma reunião, ou até mesmo falar algumas palavras no dia da comemoração do seu aniversário?

Outros medos podem trazer consequências mais desagradáveis.

Você já ouviu falar em síndrome do pânico? Este comportamento surge na forma de um medo incontrolável, que se apodera dos pensamentos e tira a capacidade do indivíduo buscar alternativas para evitar este sentimento.

Conscientemente o indivíduo não consegue entender e explicar a origem da manifestação do medo exagerado a tudo; sair de casa, ficar sozinho, dormir no escuro, falar com outras pessoas, medo pelo amanhã, medo de doenças, enfim, MEDO.

De onde vem o medo? Afinal o medo sempre é ruim? Com certeza não.

Nas situações de perigo, quando temos que nos prevenir de situações que possam causar prejuízos à nossa estrutura física ou psicológica, o medo é um sentimento saudável funcionando como um alerta para que nos preparemos para situações adversas ou para que fujamos de situações de perigo.
Por exemplo, se estamos num local e repentinamente se inicia um incêndio, ou um local onde surge um assaltante, é bastante conveniente o estímulo do medo se apoderar de nossos pensamentos e assim nos preparar para agir ou reagir rapidamente ou prudentemente.

Por outro lado, o medo pode ser prejudicial em situações de falar em público, o medo de avaliar ou enfrentar novas oportunidades, o medo do sucesso, enfim quando esse sentimento chega ao nível de paralisar as ações que queremos realizar, mas não conseguimos explicar os sentimentos que nos impedem, dizemos que é a causa de  comportamentos limitantes que nos faz fugir e não enfrentar as situações.

O mecanismo do medo faz parte de um sistema de autoproteção, intrínseco a todo ser humano; o mecanismo de FUGA e LUTA. Se a mente avaliar que a situação é perigosa e não conseguiremos enfrentá-la, surge um estímulo no sistema nervoso que faz aumentar a quantidade do hormônio epinefrina que estimula a produção da adrenalina, a qual faz o coração bater mais rapidamente, fazendo o sangue circular mais rapidamente, tonificando toda a musculatura, preparando o ser humano para a fuga.

No entanto, em situações onde nossa mente, direcionada por padrões de referências do nosso passado, avalia que somos capazes de enfrentar a situação ameaçadora ou a situação de desafio, essa adrenalina estimula a ação para enfrentarmos esta situação.

Perceba que o mecanismo de FUGA e LUTA desencadeia o mesmo processo bioquímico no corpo, porém a ação em enfrentar (LUTA) ou evitar a situação (FUGA) depende de uma avaliação inconsciente fundamentada em nesses padrões de referências comportamentais de fatos e acontecimentos que foram sendo acumulados ao longo de toda a vida.

Por exemplo, numa situação de falar em público, se as referências anteriores são de sucesso, tranqüilidade, estímulo e elogios quando isso aconteceu anteriormente em nossa vida, a reação atual será de enfrentar a situação com tranqüilidade.

Por outro lado, se no passado, as referências absorvidas foram de fracasso, crítica, incompetência, e falta de estímulo, a manifestação da mente inconsciente será no sentido de FUGA, pois não enfrentando a situação não mais sentiremos o desconforto experimentado no passado.

O que fazer?

Por meio do autoconhecimento é possível entender a formação desses padrões comportamentais que determinam nossas ações, e criar novas opções no nível inconsciente para agir e reagir às situações de FUGA indesejáveis e então transformá-las em reações de LUTA, superando essas limitações e agindo em direção à conquista de RESULTADOS em sua vida.

Esse é um dos grandes objetivos do INSTITUTO FERRAREZI, promover recursos para que as pessoas possam desenvolver essas novas referências comportamentais por meio do entendimento e mudanças de padrões limitantes.