O acelerado desenvolvimento tecnológico nos leva à sensação de incapacidade da atualização do nosso conhecimento.

Temos a sensação de estarmos sempre desatualizados, pois sempre haverá algo mais atual quando terminarmos de aprender algo.

A velocidade das mudanças faz com o estoque mundial de conhecimento crescer numa velocidade cada vez mais assustadora.

Há 5 anos atrás, o volume de conhecimento do mundo dobrava a cada 7 anos e atualmente está dobrando a cada 2 anos e as projeções mostram que em 2020 estará dobrando a cada 3 meses.

Logo a atualização é um processo contínuo, onde devemos procurar cada vez mais CONHECIMENTO.

Estamos na era do conhecimento, não apenas de informações, mas acima de tudo de HABILIDADES.

Os especialistas dizem que 80% das novas atividades são baseadas em conhecimento e habilidades, principalmente habilidades de relacionamento humano, habilidades para a busca de novas informações e caminhos, habilidades de entender que o velho ditado “A união faz a força”, o cooperativismo, cada vez mais é fator determinante do Sucesso nos dias atuais.

As empresas de tecnologia sabem que seu faturamento daqui há 2 anos será em função de novos produtos, pois os atuais estarão obsoletos.

Durante muitos séculos, o homem serviu-se de cavalos, carruagens e da navegação para seu transporte, e apenas no último século assiste o advento do motor a combustão que possibilita meios de transporte cada vez mais velozes, seguros, com alto índice de tecnologia e que se tornam obsoletos em poucos anos.

Vide o automóvel, avião, navios, etc.

Vivemos uma fase, onde a Internet e os satélites encurtam distâncias trazendo os acontecimentos às nossas casas tão logo estes ocorram.

O mundo passa por uma transformação onde as novas oportunidades são inúmeras, no entanto o homem se sente incapaz de acompanhar essas transformações, de se atualizar, de perceber as novas oportunidades.

Na realidade é preciso, DESAPRENDER o velho, buscar o novo.

Muitas vezes determinada atividade profissional vai se extinguindo, no entanto, o profissional continua a procurar recolocação numa área cada vez mais escassa.

Logo para aprender o novo é preciso desaprender o velho.

A palavra desaprender deve ser entendida como “desacostumar”, “desbloquear (o pensamento) ”, estar alerta para as oportunidades que batem à sua porta.

“É fácil aceitar o novo, difícil é se livrar do velho”

DESAPRENDER não é apagar da memória, mas sim trocar tudo o que se relaciona ao conhecimento antigo (hábitos, habilidades, condicionamentos físicos e mentais, modos de solução, etc.) pelo que se relaciona ao conhecimento novo.

Um exemplo bastante simples é a secretária que desaprendeu a utilização da sua “máquina de escrever” e aprendeu a ser digitadora, aprendeu a utilizar o mouse.

Em breve terá que desaprender a ser digitadora e aprender a mandar instruções orais ao computador.

E assim tantas outras profissões como torneiro mecânico, afiador de ferramentas, o fax, os especialistas em código Morse.

E a sua profissão, como anda neste mundo de transformações aceleradas.

Por isso mesmo, é mais simples começar algo novo, com o profissional novo, do que mudar conceitos antigos, do profissional preso ao passado, à sua “experiência”.

Desta forma o melhor caminho é o da flexibilidade, o do aprendiz, o da consciência que o próprio Albert Einstein teve ao dizer: “Quanto mais sei, mais sei que nada sei”.

Ao buscar o aprendizado e a flexibilidade nos relacionamentos humanos, estaremos cada vez mais preparados para somar competências na busca de um resultado comum.

Tenha uma boa semana!